O SER HUMANO É UM SER RESPONSÁVEL PELO CUIDADO COM A CASA COMUM NA ÓTICA DE LAUDATO SI

Resumo

O presente artigo procura analisar a Encíclica Laudato Si do Papa Francisco, dedicada ao meio ambiente. O texto procura abordar a preocupação papal sobre o cuidado da casa comum que é a mãe Terra. O nosso planeta, clama por um agir rápido dos Estados desenvolvidos, em face da ameaça de destruição devido ao aquecimento global e ocasionada pelas mudanças climáticas. Esta intervenção é um imperativo moral para salvar a humanidade da ganância e da indiferença sociais.

Utilizando-se do método dedutivo quanto às afirmações e preocupações do Papa Francisco e da pesquisa exploratória abarcada no levantamento bibliográfico, o estudo propõe uma reflexão sobre a responsabilidade humana universal e a solidariedade planetária, considerando a importância de diálogo diante dos danos causados à Mãe Terra por causa do lucro econômico e da falta de efetividade das convenções internacionais sobre o meio ambiente.

Palavras-chave: Encíclica Laudato Si; Casa Comum; Responsabilidade humana.

 

Abstract

This article seeks to analyze the Francis Pope’s Encyclical Laudato Si dedicated to the environment within the complex context of the International Environmental Law. The text seeks to address the papal concern about the care of the common house the Mother Earth, our planet, which calls for a fast acting of the developed states in view of the threat of destruction because of global warming occurred by climate change. This intervention is a moral imperative to save humanity from greed and social indifference.

Utilizing the deductive method as to the assertions and preoccupations of Pope Francis and exploratory research in bibliographical survey the study proposes a reflection on the universal human responsibility and the planetary solidarity by the importance of dialogue front of damage caused to the Mother Earth because of the economic profit and the lack of effectiveness of international conventions on the environment.

Keywords: Encyclical Laudato Si; Common house; Human responsibility.

 

Introdução

A Carta Encíclica Laudato si (Louvado sejas), do Papa Francisco, sobre o cuidado da casa comum, foi publicada em 24 de maio de 2015, a partir de um cântico de São Francisco de Assis, trata o cuidado da casa comum; em outras palavras, sobre a Mãe ou Irmã Terra, que acolhe a todos em seus braços, mas é maltratada pelo uso irresponsável de seus bens pelo ser humano.

Por vários séculos, prevalecia um paradigma cristão que tinha a terra como um domínio absoluto do homem (cf. Gn 1, 28) o qual fora dado por Deus, podendo retirar dela tudo que precisassem para seu crescimento e sustento. Este domínio de ordenado gera abusos da terra, escassez de recursos, alterações climáticas, extinções de espécies e muita miséria. Perante destas más interpretações e entendimentos, o Papa Francisco na sua Encíclica Laudato Si[1] discordou-o e esclareceu com um novo paradigma cristão, através de uma interpretação justa hermenêutica à leitura bíblica:

É importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a “cultivar e guardar” o jardim do mundo (cf. Gn 2,15). Enquanto “cultivar” quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, “guardar” significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza (cf. LS 67). 

A encíclica Laudato Si vem romper o antigo paradigma atrelado ao cristianismo, atribuindo ao homem a responsabilidade de cuidar da criação e a preocupação com a sustentabilidade, necessitando que seja garantida a conservação de todas as formas de vida e o futuro das gerações. Neste caso, a nossa Constituição traz à tona ao ambiente como um direito e uma obrigação que está ligada à vida da pessoa humana. Eis o que diz a Constituição: “Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o proteger e melhorar em prol das gerações vindouras” (CRDTL, Art. 58o,1).

Portanto, nesta pequena elaboração vamos tratar o assunto sobre a resposabilidade humana à luz dos que o Papa Francisco nos propõe no Laudato Si. Oxalá seja uma lâmpada a à crise ecológica que estamos a enfrentar anualmente na nossa terra natal, Timor Leste, a fim de que a solucionar com a atitude de conversão humana.

 

  1. As catástrofes actuais são como uma dor e uma ameaças à nossa casa comum

O brazileiro, Leonardo Boff na sua célebre reflexão acerca da ecologia e dos pobres, expressa com “o grito da terra, grito dos pobres”. Papa Francisco no Laudato Si nos alerta:

Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise sócio-ambiental. As directrizes para a solução requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza (LS 139).

Deste modo a indicar o que está a acontecer com a nossa casa comum, Papa Francisco  inverte as dores a as ameças a nossa casa comum em questões práticas sobre a deterioração do mundo e da qualidade de vida, sendo abordadas as seguintes questões: poluição (do solo, da água e do ar), a geração e o descarte dos resíduos, as mudanças climáticas, a questão da distribuição e acesso da água, o esgotamento dos recursos naturais, a perda da biodiversidade e a deterioração da qualidade de vida humana e a degradação social.

Sabemos que a encíclica trata as questões ecológicas mundiais, especialmente como uma reflexão moral e educativa para esta geração e a geração vindoura. Neste caso, é importante não deixar de fora as questões ecológicas que cada região e nação estão enfrentar, de modo especial a da nossa nação Timor-Leste, nestes últimos tempos. Lembramos sobre a catástrofe do dia 4 de abril de 2021 que provocou um sério impacto ambiental, um grande grito inesquecível na história ambiental de povo Timor, que na destruição direta dos ecossistemas e também em diversos impactos socioeconómicos, afetaram a população residente no local, perda de materiais/untesílios e específicamente, causando óbitos e afetando a psicologia humana nos que foram vítimas (os pobres e marginalizados). E os outros problemas mais comuns que estamos a enfrentar são menos água, mudança climática, aquecimento, inundação, erosão, etc. Este acontecimento é um momento que explicitamente a terra expressa o seu sentimento de dor causado por atos iresponsáveis de todos nós. O momento deve ser de reflexão o que exige  “uma profunda conversão interior” (LS 217). De maneira que,

Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos (cf. LS 2). 

Tomamos consciência que somos uma parte da terra, e que devemos cuidar e preservar o nosso planeta; não saquea-lo e destruí-lo, fundando-nos na falsa crença de que os recursos naturais são infinitos, temos poder, somos dominadores de tudo. Sim, Deus confiou-nos a terra não para a dominar brutalmente, não para explorar e destruir a natureza mas para guardá-la e cuidá-la.

 

  1. As causas do problema ecológico

No terceiro capítulo da encíclica, o Papa faz uma análise crítica da raiz humana da crise ecológica. A análise crítica se impõe para não somente ficar          mos nos sintomas, mas avançarmos até às causas mais profundas (cf. LS 15) da crise ecológica. E as causas, diz o Papa de forma transparente e clara, são de dupla natureza, mesmo que conectadas: o paradigma tecnocrático dominante (sistema capitalismo) e o antropocentrismo.

  • Paradigma tecnocrático

A tecnologia não é um mal em si. Pelo contrário, ela é fruto da criatividade e inventividade humana a serviço do nosso bem estar, leva o progresso no campo da medicina, comunicações e engenharias etc, que alcançamos nos últimos 200 anos de história (cf. LS 102). Quando bem orientada, a tecnologia pode produzir coisas maravilhosas ao serviço de todos. Mas não dá para ignorar o perigo que ela representa quando concentrada em algumas mãos apenas. E o perigo cresce porque “o imenso crescimento tecnológico  não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano quanto à responsabilidade, aos valores, à consciência” (LS 105). O ser humano é um perigo para si mesmo quando se pretende totalmente autônomo e sem “uma ética sólida, uma cultura e uma espiritualidade que lhe ponham realmente um limite e o contenham dentro de um lúcido domínio de si” (idem).

  • O paradigma antropocêntrico

O paradigma tecnológico é, na verdade, um subproduto do antropocentrismo. Uma equivocada interpretação da posição do homem no cosmos, achando-se o centro e senhor da criação, submetendo tudo o mais a seu favor, é a maior responsável pela nossa ação agressiva irresponsável contra a natureza. É preciso reconhecer, diz o Papa, que “tudo está conectado” e          que não há superior e inferior, dominador, dominado, mas uma comunidade de vida que ao homem cabe bem administrar. Nesse aspecto o Papa propõe uma antropologia que seja capaz de superar o “antropocentrismo desordenado” (LS 118) e, em seu lugar, abrir espaço, não para um biocentrismo (idem) que também não seria correto, mas para um antropocentrismo ordenado no sentido que o homem seja um “administrador responsável” (LS 116), que supera uma cultura do descarte e do relativismo que “provoca ao mesmo tempo a degradação ambiental e a degradação social”  (LS 122).

 

  1. Uma ecologia integral

De fato, a ecologia integral é inseparável da noção de bem comum. Com muitos exemplos concretos, o Papa Francisco reafirma o seu pensamento: há uma ligação entre questões ambientais e questões humanas sociais que nunca pode ser rompida. Assim, para articular o princípio do bem comum, devemos nos fundamentar nas questões ambientais, sociais, econômicas e culturais. Da mesma forma, salienta Tavares,

A ecologia integral, como diz o próprio nome, se distingue pela compreensão da ecologia como uma singular complexidade composta por quatro dimensões: ambiental, econômico/social, cultural e da vida quotidiana. Ele opera uma verdadeira guinada no discurso ecológico ao propor uma ecologia integral em vez de continuar falando apenas de uma ecologia ambiental. E o pressuposto dessa reviravolta é o de que todas as coisas, instâncias e saberes estão interligados (cf. LS 16 e 92). Daí a preocupação constante do papa, em primeiro lugar, de remeter-nos às implicações recíprocas entre a degradação ambiental e a injustiça social, expressas como articulação “entre o grito da terra e o grito dos pobres”[2].

Realmente, o ser humano ocupa o centro neste mundo pelas suas relações com a realidade que o rodeia. Assim também, outros seres vivos (criaturas) vivem em dependências e corelacionados de uns com os outros. Particularmente a ecologia integral nos traz um sentido muito amplo “é um empréstimo que cada geração recebe e deve transmitir à geração seguinte” (LS 159). Há necessidade de responsabilidade para com as gerações futuras.

 

  1. Todos os homens, tanto pessoal e coletiva são missionários: o cuidado com a casa comum.

Somos feitos à imagem de Deus e  com dignidade, somos alguém e não algo. Mas somos alguém ao lado de Deus e da Natureza, em estreita relação de interconexão. As narrativas bíblicas da criação apontam para a harmonia dessa tríplice relação (homem, natureza e Deus), mas o pecado rompe essa harmonia e o homem se torna agressivo, violento e injusto. Explora a natureza, rompe com Deus negando-o e nega o outro, matando-o e esplorando-o para seu benefício individual (cf. LS 66 e 70). O Papa Francisco faz uma bela menção ao Patriarca Bartolomeu lembrando que não se peca somente contra o outro e contra Deus, mas todo o mal que fazemos a qualquer ser da criação é “crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus” (LS 8). O mandato de dominar a criação não dever ser lido sem uma justa hermenêutica. E a justa hermenêutica só pode ser do “cultivar e guardar” e não de destruir e subjugar (cf. LS 67). Portanto não somos chamados para explorar e dominar outras criaturas, porém chamados à responsabilidade por parte do humano em preserver o que é de Deus, a terra e tudo o que há nela, sobretudo os animais. Em relação aos animais, diz o Papa: “somos chamados a reconhecer que os outros seres vivos têm um valor próprio diante de Deus […] pelo simples fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão Glória”. Os animais têm “um valo em si mesmos” (LS 69). 

A proposta de sustentabilidade é justamente para prevenir impactos dos danos ecológicos. E deve conscientizar a sociedade (física e jurídica) a usarem os recursos naturais de forma que possam permitir a autorregeneração dos mesmos, e exigir do governo como órgão fiscalizador o cumprimento da legislação. O que se percebe em alguns países, principalmente em Timor Leste, é que as legislações são bem redigidas, mas muitas vezes permanecem letra morta, o poder público se nega a exigir o cumprimento das legislações que eles mesmos redigiram. O planeamento e o programa das partes compententes apenas como retórica no palco político, fraca na implementação e a exploração e a destruição do meio ambiente está continuando.  

Portanto, a resposabilidade deve traduzir-se no diálogo sobre o meio ambiente na política internacional; novas políticas nacionais e locais; transparência nos processos decisórios; política e economia em diálogo para a plenitude humana. Tudo isso por meio de uma educação e espiritualidade ecológicas, que resultem em novas práticas contra o consumismo, o individualismo e que gerem um senso de justiça, solidariedade, caridade, amor ao próximo e a toda a criação divina. É sobre esta amplitude presente na Carta Encíclica Laudato Si’, que Lima se refere na seguinte assertiva:

Justifica dizer que o que mobilizou grande parte da comunidade científica e da política internacional na encíclica do papa Francisco, foi sua sábia e contundente capacidade de entrelaçar os vários aspectos que envolvem o tema da ecologia atual, trazendo a reflexão filosófica, ética, teológica e científica, sem deixar de nominar os verdadeiros culpados e exortar a todos a uma profunda mudança nos atuais estilos de vida, de consumo e de uma produção sustentável[3].

Para superar a crise ecológica, todos os homens, tanto a nível pessoal como coletiva: cristãos, vocacionados, religiosos, leigos, assim como não cristãos, políticos, cientistas e toda a sociedade mundial não são apenas alertados sobre o inquietante prognóstico da casa comum, mas convidados a serem a igreja em saída, o dirigente ético, o político honesto, o cientista sábio, homens e mulheres solidários com a causa do mundo e de toda a humanidade. Temos que vencer a destruição ambiental, a exclusão e a morte do irmão que sofre e sermos construtores do reino de Deus, ao qual rendemos graças e dizemos Louvado Seja, por toda a criação, obra de suas mãos.

 

  1. Educação ambiental à luz da espiritualidade ecológica cristã

É necessária uma efetiva pedagogia cristã, que eduque eticamente as novas gerações contra o consumo desenfreado que muitas vezes leva ao supérfluo, ao desnecessário, alimentando uma competição nada saudável e criando escravos das novas tecnologias, como os celulares, que são trocados por cada modelo novo que chega ao mercado. Isso, para Lima, citando o papa Francisco, perpassa por uma maturação humana inspirada no tesouro da experiência espiritual cristã[4]. Já Zampieri salienta o papel dos governos que, conjuntamente com a sociedade civil organizada podem criar 

Formas de poupança energética, boa gestão de transporte, técnicas de construção de edifícios que reduzam o consumo energético, educar para redução de consumo, reciclagem do lixo, proteção de espécies, agricultura diversificada, infraestrutura rural melhorada, organização de mercados locais, sistemas de irrigação, fomentar formas de cooperação, defender os pequenos produtores, salvaguardar ecossistemas locais[5].

Quanto à reciclagerm, em muitos lugares/partes existem pessoais e grupos que possuem programas que estimulam a separação dos resíduos sólidos, mas, sem uma devida educação ambiental, muitas famílias continuam a misturar todo tipo descratáveis com os resíduos, contribuindo para o aumento do lixo e, no caso de descarte incorreto, mantendo os lixos, que degradam o solo, o ar, as águas. A agricultura diversificada enriquece o solo, mas cada vez mais as áreas de plantações substituídas por grandes latifúndios improdutivos. Neste caso, aqui em Timor existe alguns grupos destinados ao cuidado da natureza, mas por falta de conhecimento e formação dos dirigentes, ou seja, do ministerio compotente, finalmente perdem os seus rumos e o sonho e plano ficando sempre letra morta.

Neste contexto é necessário perpassar por um processo de educação ambiental, que deve ter seu início na educação infantil e nas fases iniciais do ensino fundamental, motivando a transformação de hábitos, atitudes e ideias relativas ao meio ambiente. É necessário, uma visão cristã de relação com o mundo e os demais seres, ensinar para a conversão ecológica, e ecologia integral, ou seja, que não se veja o meio ambiente como algo distante, mas do qual fazemos parte. Evocar o cuidado mútuo, recíproco, especialmente com o mais necessitado e explorado, privilegiar o ser e não o ter, onde a ideia de desenvolvimento também seja ampla e prime pelo social, pela pessoa. De acordo com Zampieri, o papa pede um freio no conceito de progresso infinito e na especulação, onde dinheiro gera dinheiro sobre a morte dos mais fracos[6]

Por isso o papa apela para o diálogo das religiões com a ciência, para um maior cuidado com a natureza, para a defesa dos pobres e a construção de uma rede de respeito e fraternidade, em proveito do bem comum e em degeneração do individualismo que cria uma massa de excluídos (cf. LS 154). 

 

Consideração final

Para que a humanidade consiga apresentar soluções funcionais para os problemas ambientais, é preciso, um imperativo moral para salvar a humanidade da ganância e da indiferença sociais. O homem, ser protagonista os seus atos frente aqueles que o rodeiam, em especial procure sempre o bem comum para apostar na sensibilização, consciencialização, educação e formação, inventar e promover políticas que consigam dialogar e interagir com todos os intervenientes. Esta nova forma de conduta em relação à natureza proporcionará a formação de uma humanidade consciente perante a vida na Terra e dará origem a um novo comportamento com preocupações na preservação global da natureza, tornando-se assim uma nova esperança para a vida humana no planeta. A questão ecológica oferece uma oportunidade histórica para se desenvolver uma resposta coletiva de modo a converter o modelo de desenvolvímento global num desenvolvimento humano integral, não porque o que está em causa é a degradação ambiental e a ausência de adotarmos uma solidariedade global, inspirada pelos valores da responsabilidade, da justiça, da prudência, da promoção e partilha do bem comum e de uma ajuda consciente da necessidade de alterar estilos de vida.

 

Bibliografia

Bíblia Sagrada, Bíblia de Jerusalém, Ed. Revista, São Paulo: Paulus, 2002.

Francisco, Carta Encíclica Laudato Si Sobre o Cuidado da Casa Comum, 1 ed., São Paulo:  Paulinas, 2015.

Lima João Batista Gomes de, A contribuição da Encíclica Laudato Si na formulação dos novos paradigmas científicos e socioambientais, O Mundo da Saúde, São Paulo, v. 39, n. 2, p. 143-146, 2015. Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/155570/edpt.pdf. Acesso em: 28 de Setembro de 2021.

Tavares Sinivaldo Silva (orgs.), Cuidar da Casa Comum: Chaves de leitura teológicas e pastorais da Laudato Si,  1 ed,  São Paulo:  Paulinas, 2016.

Zampieri G. Laudato si: Sobre o cuidado da casa comum, um guia de leitura, Teocomunicação, Porto Alegre, v. 46, n. 1, p. 4-23, jan./jun. 2016. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1980-6736.2016.1.24347. acesso em 03 de Outubro de 2021.

[1] A Carta Encíclica “Laudato si’, mi’ signore” tem autoria do Papa Francisco, tendo sido divulgada em maio de 2015. O título é uma expressão latim para “Louvado seja, meu senhor”, tendo como referência o Cântico de São Francisco de Assis, considerado o santo protetor dos animais e patrono da ecologia.

[2] Tavares Sinivaldo Silva (orgs.), Cuidar da Casa Comum: Chaves de leitura teológicas e pastorais da Laudato Si,  1 ed,  São Paulo:  Paulinas, 2016, p. 15)

[3] Lima João Batista Gomes de, A contribuição da Encíclica Laudato Si na formulação dos novos paradigmas científicos e socioambientais, O Mundo da Saúde, São Paulo, v. 39, n. 2, p. 143-146, 2015. Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/155570/edpt.pdf. Acesso em: 28 de Setembro de 2021, p. 146.

[4] Cf. Idem.

[5] Cf. Zampieri G. Laudato si: Sobre o cuidado da casa comum, um guia de leitura, Teocomunicação, Porto Alegre, v. 46, n. 1, p. 4-23, jan./jun. 2016. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1980-6736.2016.1.24347. acesso em 03 de Outubro de 2021, p. 13.

[6] Cf. . Zampieri G. Laudato Si, Op sit, p. 13),

 

 

Naran: Tome Soares de Deus

III ano da faculdade de Filosofia

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